Deixem com Diana Ross
As vezes acordo intelectual, saio para trabalhar usando meus óculos de grau. Resolvo interagir com as notícias do dia, então abro a revista Caras durante o meu café da manhã. Brincadeira! Ligo o rádio na CBN e vou embora. Existem notícias que são só da Caras, como o passeio de George Clooney com sua lambreta no verão italiano, outras são só da CBN, como os atos secretos no Senado e algumas são da CNB e da Caras ao mesmo tempo: a morte de Michael Jackson. A Caras mostrou como foi o funeral e quais modelitos pretos a mulherada vestia, mas a notícia da CBN foi muito mais chocante do que as gafes da moda. O pai de Michael, Joe Jackson, durante as entrevistas e preparativos para a cerimônia de despedida de seu filho caçula, anunciou que seu plano agora era formar um outro conjunto, o Jackson Three, com os três filho de Michael. Neste momento o meu ar intelectual desapareceu e sobrou apenas a indignação. Nunca fui fã do Michael Jackson, eu gostava apenas da música Black and White porque no final do clipe apareciam várias pessoas que iam se transformando umas nas outras. Numa entrevista com a Oprah, Michael disse que era espancado pelo pai quando errava os movimentos ou a música, chegava a vomitar ao ouvir seus passos vindo em sua direção. Com certeza o rei do pop sofreu muito e ninguém sabe ao certo - a não ser ele mesmo - como sua vida foi difícil. No fim de semana de sua morte ouvi suas músicas em todas as festas que fui e isso ainda não acabou. Todos os dias, pelo menos uma vez, escuto Beat It no rádio. Desta mesma forma, ainda não pararam de falar de sua morte, diversos canais fizeram documentários sobre a vida do cantor, maratona de clips na TV e infindáveis matérias em revistas e jornais. A mesma imprensa que o acusou de pedofilia agora o trata como um Deus. A mãe de Michael está com a guarda dos netos, o que os leva a viver junto ao avô. Se Joe Jackson decidir que seus netos devem ter a vida que o pai deles teve, com certeza não veremos talentos tão brilhantes como Michael. Portanto, senhor juíz americano responsável pelo caso, mesmo que a polícia ainda não tenha detido o explorador de crianças, que costumam chamar de pai, deixe as crianças com Diana Ross.
Escrito por Nathália Guimarães Teixeira às 14h27
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O sonho. Real?
Desde criança sonhamos. Além dos sonhos que temos durante a noite, produto de nossa imaginação, crianças e adultos sonham acordados também. Meninas sonham com o dia do casamento e príncipes encantados, outras mais feministas sonham com a faculdade e o trabalho que terão no futuro. Meninos sonham em ser super herói, salvar o mundo. Sonham em ser um garanhão, que pega todas as menininhas, enquanto outros sonham ter o melhor e mais bem pago emprego do mundo. Os sonhos vão passando por mudanças com o passar do tempo. Os tombos que levamos da vida as vezes nos mostram que este ou aquele sonho são sonhadores demais. Então, somos obrigados a tirar os pés das nuvens e voltar para o mundo real. O sonho do tal emprego, do tal namorado, da tal casa ficam cada vez mais longe quando, ao invés dos sonhos, a vida nos leva para outros caminhos, o caminho da realidade. O velho ditado "as coisas nem sempre acontecem como a gente quer" é perfeito para este tipo de situação. Vale a pena abrir mão de um sonho para se arriscar em algo no qual você nunca tinha pensando antes? Até que ponto os sonhos podem se tornar reais? E afinal de contas, o que realmente te prende a um sonho? Bom, se eu estou colocando tudo isso em questão, é porque não faço a menor idéia de quais são as respostas. O que é sonho para uma pessoa pode não ser para outra e vice-versa. Talvez saber qual é o seu limite seja uma das respostas que cabe apenas a você.
Escrito por Nathália Guimarães Teixeira às 15h30
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