Que maldade!

Manoel Carlos, autor da novela "Viver a Vida" foi notificado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro por causa do papel interpretado pela atriz Klara Castanho, de apenas 8 anos. A garota vive uma vilã na trama. O MP alegou que o trabalho infantil artístico deve respeitar, além dos critérios legais, os reflexos daquelas cenas em uma criança que ainda não possui discernimento absoluto das coisas. Significa que a garota poderia não saber diferenciar a vida real da ficção de uma novela.

Este acontecimento me faz lembrar uma história que minha mãe conta. Quando eu era criança e só usava vestido, meia fina e sapato de verniz, ia com ela para todos os lugares. Estávamos no banco e um homem se aproximou de minha mãe com um cartão, ele era de uma agência de modelos e disse que eu era muito bonita e daria uma ótima modelo de fotografia. Minha mãe começou a rir e disse que não estava interessada, mas o homem não parava de insistir, até que ela teve um ataque e ele saiu de perto. Ela conta isso dando risada e fala que é um absurdo uma mãe sujeitar a filha a uma situação dessas, na qual ninguém conhece ninguém e não sabe se esse "caçador de talentos" é um louco. Sempre concordei, afinal, do jeito que eu como qualquer porcaria, jamais conseguiria manter o peso ideal para ser modelo.

Acho um absurdo uma criança fazer papel de vilão, é um incentivo à maldade, como se no mundo já não houvesse maldade suficiente. Eu não assisto novela, mas fico imaginando os planos diabólicos de uma menina de 8 anos... falar sozinha com aquele olhar de ódio que é raro encontrar em uma criança, tramar contra a amiguinha da escola que não quis dividir o brinquedo, arquitetar uma briga com a menina mais bonita do bairro só para puxar o cabelo dela e tantos outros absurdos.

Aqui vai uma dica pro Manoel Carlos: coloque a Suzana Vieira como a loira do banheiro que assusta os garotos de 17 anos. É maldade também.



Escrito por Nathália Guimarães Teixeira às 09h22
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Vaza, ENADE!

De repente o MEC resolveu fazer mais uma ação de caridade para os que pretendiam cursar uma Universidade. O ENEM foi assunto em capas de revistas, matérias enormes em jornais do país inteiro e notas na internet. A propaganda foi muito bonita e a idéia era reformar a prova com questões relacionadas ao mundo atual, testando a lógica e o raciocínio do aluno. Várias faculdades e universidades, públicas e particulares decidiram aderir ao novo exame como parte da nota de seus vestibulares. E assim estava decidido até a semana passada.

Os 4,5 milhões de alunos que se inscreveram no ENEM sabiam que a prova seria nos dias 3 e 4 de outubro. Entretanto, descobriu-se que os testes vazaram e a prova foi cancelada.
O MEC, como se fosse o Deus das Provas, simplesmente mudou a data do exame para os dias 5 e 6 de dezembro, sem se importar com a gravidade do problema, causando um grande prejuízo para a maioria dos alunos inscritos.
Algumas universidades mudaram as datas de seus vestibulares, outras decidiram que deixarão de fazer uso da nota do ENEM e o aluno é quem vai pagar pelo absurdo descuido de todo um Ministério que deixou de fiscalizar um prova de caráter federal.
Todo este ocorrido mostra o descaso com os futuros universitários que estão estudando como loucos com a cara no vestibular.
Agora só me resta torcer pra vazar a prova do ENADE também. Assim poderei aproveitar a Metamorfose no sábado e dormir o dia inteiro no domingo, sem me preocupar com uma prova ridícula de fim de curso imposta pelo MEC.

 



Escrito por Nathália Guimarães Teixeira às 08h50
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